Crédito do Incra fortalece produção rural e amplia rede que abastece o Ceará Sem Fome

Parceria entre Governo do Estado e Incra nacional fortalece a agricultura familiar no interior do estado

Texto por Euziane Bastos/Ascom Ceará Sem Fome

Fotos por Larissa Morena/Ascom Ceará Sem Fome

O acesso ao crédito produtivo tem impulsionado a agricultura familiar em assentamentos rurais do Ceará, fortalecendo a produção de alimentos e ampliando a rede que abastece programas sociais no estado, como o Ceará Sem Fome.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto entre o Governo do Ceará e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), garantindo apoio direto a famílias assentadas para investir na produção, ampliar a renda e fortalecer a segurança alimentar.

No assentamento Vida Nova Transval, em Canindé, agricultores e agricultoras já começam a sentir os impactos positivos da política. Ao todo, 80 famílias do local estão inscritas para receber o crédito de R$ 16 mil cada. Com o dinheiro, é possível investir na melhoria da produção, adquirir insumos e estruturar melhor as atividades no campo, garantindo mais autonomia e dignidade para as famílias.

Além de impulsionar a economia local, a produção oriunda da agricultura familiar também contribui diretamente para o abastecimento de programas estaduais. O Ceará Sem Fome, por exemplo, adquire alimentos produzidos por esses agricultores, fortalecendo um ciclo que conecta produção, renda e combate à insegurança alimentar.

O modelo reforça a importância da integração entre políticas públicas, promovendo desenvolvimento sustentável e inclusão social no campo, ao mesmo tempo em que garante alimento de qualidade para quem mais precisa.

Durante visita ao assentamento Vida Nova Transval, no último dia 24 de fevereiro, a primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas, destacou o impacto da política na prática. “O que vemos aqui é investimento direto na produção de alimentos para que o Ceará Sem Fome possa comprar e garantir comida na mesa dos cearenses. Produzir alimento saudável também gera saúde e garante segurança alimentar para o nosso povo. É uma política que leva dignidade e transforma realidades”, afirmou.

O superintendente do Incra Ceará, Erivando Santos, reforçou que o investimento deve crescer ainda mais. “No ano passado investimos R$ 16 milhões nessa estratégia do fomento produtivo do Incra em parceria com o Ceará Sem Fome. Este ano vamos investir mais R$ 16 milhões para ampliar essa experiência no estado. Canindé já foi beneficiado com R$ 1,5 milhão em 2025.” Segundo ele, a política altera o papel das famílias assentadas na rede de proteção social. “Hoje os assentados não estão na condição de receber a quentinha, mas de produzir o alimento que vai para a mesa de quem precisa do programa. Isso é transformação social”.

Assentamentos contemplados com crédito do Incra (R$ 16 mil) em Canindé

  1. Vida Nova Transval

  2. Assentamento Alegre

  3. Assentamento Santa Helena

  4. Assentamento Sousa

  5. Assentamento Tiracanga I

  6. Assentamento Tiracanga II

  7. Assentamento Lougradouro II

  8. Assentamento Jacurutu

  9. Assentamento Cachoeira Cercada

  10. Assentamento Fé na Luta I

  11. Assentamento Fé na Luta II

  12. Assentamento Santana da Cal

  13. Assentamento Conceição

  14. Assentamento Todos os Santos

Incentivo ao empoderamento dos agricultores

Assentada desde 1996, Edite Mateus carrega na fala a memória da luta pela terra e a esperança renovada com os novos investimentos. “Desde o dia 6 de julho de 1996 a gente chegou aqui para acampar. Era fazenda de fazendeiro, não tinha nada. A gente conquistou a terra, as casas, tudo foi na luta”, relembra. Hoje, ela vê a agricultura familiar como motor de transformação. “Nós estamos na lavoura de plantar e colher. Quando tem inverno, a gente planta; no verão, colhe. E agora a agricultura familiar está vindo para ajudar nas cozinhas solidárias do Governo do Ceará”, diz.

No assentamento, a produção é diversificada: feijão, milho, macaxeira, batata, abóbora, cheiro-verde, além da criação de suínos e galinhas. Parte dessa produção já é planejada para abastecer as cozinhas solidárias a partir do próximo ano. “Com o projeto Fomento, cada família recebeu R$ 16 mil. Já investimos na compra de suínos. O feijão já está sendo plantado, a macaxeira vem agora com a chuva. Se Deus quiser, no próximo ano já vai ter tudo no ponto para abastecer as cozinhas”, afirma. Segundo Edite, o momento representa uma virada para os assentamentos.

Além de impulsionar a economia local, a produção oriunda da agricultura familiar contribui diretamente para o abastecimento de programas estaduais. O Ceará Sem Fome adquire alimentos produzidos por esses agricultores, fortalecendo um ciclo que conecta produção, geração de renda e combate à insegurança alimentar.

 

Ceará Sem Fome +Agricultura Familiar

O Ceará Sem Fome +Agricultura Familiar é um eixo estratégico que integra a produção rural e as políticas de segurança alimentar no Ceará, fortalecendo a economia dos agricultores familiares e garantindo alimentos de qualidade para programas sociais. Por meio de compras diretas de produtos como jerimum, batata-doce, feijão e outros alimentos cultivados no estado, o programa impulsiona a renda no campo e valoriza a produção local. Entre 2023 e 2025, já foram investidos mais de R$ 30 milhões em aquisição de alimentos da agricultura familiar, beneficiando centenas de produtores e ampliando a circulação de produtos saudáveis em diferentes regiões do estado.

Essa estratégia também está alinhada à legislação estadual que prevê a compra de pelo menos 30% de alimentos da agricultura familiar por órgãos públicos, fortalecendo a integração entre produção, renda e combate à insegurança alimentar. Além disso, o Governo do Ceará lançou editais para credenciamento de agricultores familiares como fornecedores das cozinhas do programa, garantindo transparência e participação nas compras públicas. Ao conectar pequenas produções ao abastecimento das cozinhas do Ceará Sem Fome, o eixo contribui para promover desenvolvimento rural sustentável, inclusão social no campo e comida nutritiva na mesa de quem mais precisa.

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