Ceará Sem Fome e Seduc dialogam oferta de Alfabetização de Jovens e Adultos para beneficiários do programa

Equipe do programa Ceará Sem Fome se reuniu com a da Secretaria da Educação para discutir próximos passos para a oferta das turmas AJA nas cozinhas do programa 

Texto por Euziane Bastos/Ascom Ceará Sem Fome

Fotos por Euziane Bastos/Ascom Ceará Sem Fome

O Programa Ceará Sem Fome, do Governo do Ceará, deu mais um passo na ampliação de suas ações sociais. Na última quinta-feira (29), equipes da coordenação das cozinhas Ceará Sem Fome e do eixo +Qualificação e Renda se reuniram com representantes das Unidades Gerenciadoras (UGs) e da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) para dialogar sobre a implementação de turmas de Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) voltadas aos beneficiários do programa.

O encontro teve caráter introdutório e marcou o início do planejamento dos próximos passos para a oferta das turmas, ampliando o acesso à educação para pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo programa. Para a assessora jurídica do Ceará Sem Fome, Giulia Soares, a iniciativa é estratégica porque “amplia direitos e fortalece a autonomia dos beneficiários”, especialmente considerando que se trata de pessoas para as quais o acesso à leitura e à escrita pode representar uma verdadeira transformação de realidade. Segundo ela, a parceria com a Seduc e com as Unidades Gerenciadoras é fundamental tanto no levantamento dos interessados quanto na sensibilização dos beneficiários, garantindo que a política chegue a quem mais precisa.

Além de assegurar o direito básico à aprendizagem, a ação também se conecta ao eixo de oportunidades do programa. De acordo com a técnica do eixo +Qualificação e Renda, Nilzete Pinheiro, o grupo de trabalho ainda está organizando os papéis e o fluxo de atuação junto à Seduc, incluindo o acompanhamento e o monitoramento das turmas. Ela destaca que a proposta foi muito bem acolhida pelas 40 Unidades Gerenciadoras, já que havia uma demanda latente entre os beneficiários que ainda não foram alfabetizados. A previsão é que as turmas tenham carga horária de 600 horas/aula, duração média de 10 a 12 meses, com mínimo de 15 alunos na zona urbana e 10 na zona rural.

Para Davi Monte, da coordenação das cozinhas Ceará Sem Fome, a iniciativa amplia o papel social dos equipamentos ao transformar as cozinhas em espaços de novas possibilidades. “Aprender a ler e escrever é o primeiro passo para entender orientações de saúde, nutrição e saber como acessar direitos com independência. Essa ação funciona como uma porta de entrada para a qualificação profissional, transformando as cozinhas em espaços que vão além da entrega de alimentos, tornando-se lugares de mudança de vida”, afirmou.

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