O Programa Ceará Sem Fome, política pública permanente do Governo do Estado, chega aos três anos consolidado como uma das principais estratégias de enfrentamento à insegurança alimentar no Brasil. Ao integrar distribuição de refeições, transferência de renda e qualificação profissional, a iniciativa já contribuiu para retirar mais de 600 mil cearenses da insegurança alimentar grave.
Atualmente, são mais de 130 mil refeições distribuídas diariamente por meio de mais de 1.300 cozinhas espalhadas por todo o Estado. Desde a criação do programa, já foram servidas mais de 65 milhões de refeições. O Cartão Ceará Sem Fome também fortalece essa rede de proteção, atendendo mais de 47 mil famílias com um cartão que concede R$300 mensais para a compra exclusiva de alimentos.
Quem faz acontecer



O funcionamento das cozinhas é garantido diariamente pelas agentes populares de segurança alimentar, em sua maioria mulheres, que atuam diretamente nos territórios e conhecem de perto a realidade das famílias atendidas.
“Tenho muito orgulho de fazer parte do Ceará Sem Fome. Eu amo estar aqui nessa cozinha. Cada dia é uma alegria. Sou muito grata por esse programa”, conta a agente Neurizete.
Francisca Gorete, também agente popular, reforça a importância do trabalho. “A gente sabe que essas quentinhas vão para quem realmente precisa. Tem mães que não podem trabalhar porque cuidam dos filhos, idosos, pessoas com deficiência. É uma bênção. Se a pessoa vem buscar, é porque precisa.”
Entre os beneficiários está José Carlos, que perdeu parte da visão após um acidente de trabalho. Para ele, a refeição diária faz diferença no orçamento e na qualidade de vida. “Eu pego quentinha todos os dias. Me ajuda muito, porque o que eu ganho é pouco. Ajuda a pagar remédio, aluguel, água, energia. É um alimento abençoado.”
Transformação e oportunidade

Mais do que assegurar comida na mesa, o Ceará Sem Fome investe na autonomia das famílias. Por meio do eixo +Qualificação e Renda, milhares de beneficiários foram inseridos no mercado de trabalho formal ou iniciaram seus próprios negócios.
O beneficiário Rian Cabral é um exemplo dessa transformação. Ex-beneficiário das quentinhas, ele conquistou uma vaga no mercado de trabalho após concluir cursos de qualificação. “Eu fiz o curso de comida de rua, onde aprendemos a fazer vatapá, creme de galinha, farofa de banana. Essa qualificação vai agregar muito. Nunca é demais aprender coisas novas”, relata.
O secretário do Trabalho, Vladyson Viana, reforça que o programa vai além da assistência emergencial. “Já incluímos mais de 8 mil pessoas no mercado de trabalho formal e centenas acessaram microcrédito para empreender. O programa não é só um prato de comida, é oportunidade de emprego e renda. É transformação de vida.”
+Saúde
No terceiro ano, o programa ampliou ainda mais sua atuação com o lançamento do eixo Ceará Sem Fome + Saúde, fortalecendo a integração entre segurança alimentar e políticas públicas de saúde, com foco na atenção primária, no acompanhamento nutricional e na saúde mental.

“A Secretaria da Saúde tem orgulho de integrar essa iniciativa que proporciona dignidade e cuidado. Segurança alimentar e saúde caminham juntas. Celebrar esses três anos é reafirmar o compromisso de construir um Ceará mais justo, saudável e sem fome”, afirmou a secretária da Saúde, Tânia Coelho.
O reconhecimento também ultrapassa as fronteiras do Estado. A secretária extraordinária de Combate à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Valéria Burity, destacou o protagonismo do Ceará. “O Ceará Sem Fome” foi uma das iniciativas premiadas pelo Brasil Sem Fome. O desenho do programa é muito relevante porque garante renda, alimentação, inserção no mercado de trabalho e agora também integra a saúde. É uma experiência que inspira o Brasil.”
Compromisso permanente
Para o secretário do Desenvolvimento Agrário, Moisés Braz, o Ceará Sem Fome representa uma política estruturante. “Estamos levando diariamente 130 mil refeições às famílias cearenses. Mas essa política vai além de entregar comida. É formação, qualificação e oportunidade para que as famílias possam conquistar autonomia.”
A primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa, Lia de Freitas, ressalta o impacto histórico da iniciativa. “Celebramos três anos de muita transformação. Retiramos mais de 600 mil pessoas da insegurança alimentar grave e conquistamos o maior número de domicílios com segurança alimentar do Brasil. O Ceará prioriza alimento na mesa de quem mais precisa, com políticas focalizadas, integradas e em parceria com a sociedade civil. São três anos de muitas histórias de superação e emancipação de famílias.”
Ao completar três anos, o Ceará Sem Fome reafirma seu compromisso de seguir ampliando ações e fortalecendo a rede de proteção social. Como destaca a vice-governadora Jade Romero, “enquanto houver um único cearense precisando, o programa estará lá para garantir suporte, dignidade, qualificação e oportunidade.”
Confira os depoimentos nas publicações do Programa Ceará Sem Fome (@ceara.semfome) no Instagram:
https://www.instagram.com/p/DUocZlqiUzW/ – com a primeira-dama, Lia de Freitas.
https://www.instagram.com/p/DUrBKnlkaZ5/– com agente popular, Francisca Gorete.
https://www.instagram.com/p/DUtmBXkEX-9/ – com secretário do Trabalho, Vladyson.
https://www.instagram.com/p/DUwK2HdEUNv/ – com o beneficiário do eixo +Qualificação e Renda, Rian Cabral.
https://www.instagram.com/p/DU1Ucg6kQiY/ – com a secretária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity.
https://www.instagram.com/p/DU379efkhY5/ – com a vice-governadora e secretária da Proteção Social, Jade Romero.
https://www.instagram.com/p/DU50yqTEfLk/ – com a agente popular de segurança alimentar, Neurizete Andrade.
https://www.instagram.com/p/DU9CwuJEU6B/ – com o beneficiário das quentinhas, José Carlos.
https://www.instagram.com/p/DU_nnPwkSCe/ – com a secretária de Saúde, Tânia Coelho.



